sábado, 20 de março de 2010

Aula dia 19/03/2010

Neste encontro tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre os cegos e os materiais especiais que eles utilizam.

* Em um primeiro momento, conhecemos a história de criação do sistema Braille e o seu inventor...

"O Sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas, inventado na França por Louis Braille, um jovem cego. Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia, ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra.
A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor. O Sistema Braille, utilizando seis pontos em relevo dispostos em duas colunas, possibilita a formação de 63 símbolos diferentes, usados em textos literários nos diversos idiomas, como também nas simbologias matemática e científica em geral, na música e, recentemente, na Informática.
A partir da invenção do Sistema Braille, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837, na proposta que definiu a estrutura básica do sistema, ainda hoje utilizada mundialmente."

* Já conhecendo seu contexto de criação, passamos a compreender como funciona este tipo de escrita:

O Sistema Braille consta do arranjo de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos. Os seis pontos formam o que se convencionou chamar "cela Braille". Para facilitar sua identificação, os pontos são numerados da seguinte forma:



As diferentes disposições desses seis pontos permitem a formação de 63 combinações, ou símbolos Braille.



* Conhecendo o alfabeto Braille, passamos a conhecer os materiais por eles utilizados para escreverem:

O reglete:



O punção:



A máquina de escrever:



* Abordamos, ainda, algumas orientações gerais ao trabalharmos com cegos:

- Provoque-o a sentir o mundo nomeando objetos, ampliando seu vocabulário;
- Considere suas habilidades e não suas limitações;
- Mostre as dependências da escola situando-o no espaço, comunicando-o sempre que houver mudanças;
- Não deixe portas e janelas entre abertas;


* Finalizando a aula, assistimos ao desenho animado que narra a história de Anne Sullivan, uma professora, que tenta fazer com que Helen Keller, uma garota cega, surda e muda, se adapte e entenda (pelo menos em parte) as coisas que a cercam.
Para isto, entra em confronto com os pais da menina, que sempre sentiram pena da filha e a mimaram, sem nunca terem lhe ensinado algo nem lhe tratado como qualquer criança.

Assista a uma parte do vídeo no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=g-0qhVc_hY8


"Com a sua invenção, Luís Braille abriu aos cegos, de par em par, as portas da cultura, arrancando-os à cegueira mental em que viviam e rasgando-lhes horizontes novos na ordem social, moral e espiritual."

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